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Conservação e Restauro

MUSEU DE MÉRTOLA

Quando entramos num museu e apreciamos os objetos expostos, na maioria dos casos não temos a perceção de todo o trabalho que está por trás de cada um deles. Este trabalho implica uma morosa e complexa intervenção de conservação e restauro, levada a cabo por especialistas.

A intervenção de conservação tem como objetivo devolver a integridade física aos objetos, mas também possibilitar a sua “leitura”, sem a qual muitas vezes não conseguiríamos perceber as questões relacionadas com a sua funcionalidade.

O Museu de Mértola sempre desenvolveu uma intensa atividade de conservação e restauro, preventiva e curativa, sobre uma grande diversidade de materiais. Estes incluem as cerâmicas, os líticos, os metais e ligas metálicas, o vidro; mas também as estruturas arqueológicas e outros elementos como mosaicos, estuques e frescos.

Museu
de Mértola
Intervenção de conservação nos mosaicos da Alcáçova

A primeira intervenção nos mosaicos da Alcáçova realizou-se no decorrer da sua escavação, em 2001 e 2002, numa perspetiva de conservação preventiva e de minimização do impacto da sua exposição ao ar livre. Em 2008 e 2009, no decurso do desenvolvimento do projeto de musealização e da criação de uma estrutura de cobertura, realizou-se uma importante intervenção de conservação, não só ao nível do impacto direto sobre o conjunto, mas também na perspetiva da sua apresentação e interpretação. Em 2011 voltou a fazer-se uma intervenção de correção de algumas anomalias registadas e do impacto que a exposição ao ar livre teve sobre o conjunto. O trabalho de manutenção regular das estruturas arqueológicas da Alcáçova foi, ao longo de mais de 4 décadas, da responsabilidade do nosso saudoso colega José Filipe que, inesperadamente, nos deixou em abril de 2025, e a quem deixamos aqui a
nossa homenagem e grande saudade.

Em 2024, com a integração na equipa do Museu da Beatriz Borges, conservadora-restauradora, definiu-se um programa faseado de intervenção no acervo do Museu, onde se integram as estruturas arqueológicas e o património integrado, com destaque para os mosaicos da Alcáçova e Encosta do Castelo de Mértola. Com a colaboração das Técnicas Guilhermina Bento e Nélia Romba, realizaram-se intervenções de manutenção e de conservação, com destaque para a realizada em junho e julho de 2025, muito focada nos mosaicos.

Esta intervenção teve como objetivo principal a manutenção dos trabalhos anteriormente realizados, uma vez que se vinham a perceber necessidades de intervenção relacionadas com a exposição ao ar livre, com interferências da estrutura metálica e com a alteração própria dos materiais.

Esta intervenção contemplou as seguintes fases:
– Aplicação de biocidas para travar o desenvolvimento de colonização biológica;
– A revisão de tesselas, a consolidação de argamassas e ainda a realização de reintegrações
cromáticas das argamassas aplicadas anteriormente.

Trata-se de um trabalho de continuidade, que implica monitorização e avaliação regular com o
objetivo de o preservar e divulgar enquanto um dos principais locais de visita do Museu de Mértola Cláudio Torres.

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